Um brasileiro de 61 anos que esteve no norte da Itália e voltou ao Brasil no dia 21 está com coronavírus, segundo teste preliminar realizado no Hospital Albert Einstein. O homem agora passará por novo exame no Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo.

As autoridades sanitárias estão tentando localizar os passageiros que estavam com ele no avião que o trouxe do norte da Itália. Se confirmado pelo teste no Adolfo Lutz, este será o primeiro caso da doença no Brasil.

Mais cedo, a Secretaria de Estado da Saúde havia confirmado como suspeita o primeiro caso na capital paulista. Ainda hoje, os italianos registraram a 11ª morte pelo novo coronavírus.

A Itália, juntamente com Austrália, China, Coreia do Sul, Coreia do Norte, Camboja, Filipinas, Japão, Malásia, Vietnã, Singapura, Tailândia, Alemanha, França, Iran e Emirados Árabes Unidos, entraram na relação de locais de origem ou transição definitiva definida pelo Ministério da Saúde para pessoas que chegam ao Brasil com sintomas respiratórios. “A mudança levou em conta o aumento de casos registrados fora do território chinês. As orientações foram replicadas pela secretaria para as regiões do território paulista”, diz a pasta, em nota.

Segundo balanço divulgado na tarde desta quarta pela gestão João Doria, são quatro casos com suspeita da doença no estado e todos são adultos. Um deles mora em Bauru (329 km de SP) e veio do Japão. Os outros dois estão na capital, um vindo do Japão e o outro com passagens por China e Coreia do Sul.

Os quatro pacientes estão em internação domiciliar. Até o momento, o estado descartou os 26 suspeitos descartados para  covid-19. No restante do Brasil também não há nenhum caso confirmado.

“É fundamental procurar o serviço de saúde mais próximo se a pessoa apresentar sintomas como febre, dificuldade para respirar, tosse ou coriza, associados aos seguintes aspectos epidemiológicos: histórico de viagem em área com circulação do vírus [consulte os sites indicados no final do texto], contato próximo caso suspeito ou confirmado laboratorialmente para o vírus”, afirma a nota.

“As equipes de vigilância seguem atentas para realizar respostas rápidas e efetivas quando necessário”, diz a diretora da Vigilância Epidemiológica, Helena Sato.

DICAS DE PREVENÇÃO
Cobrir a boca e nariz ao tossir ou espirrar; Utilizar lenço descartável para higiene nasal; Evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca; Não compartilhar objetos de uso pessoal; Limpar regularmente o ambiente e mantê-lo ventilado; Lavar as mãos por pelo menos 20 segundos com água e sabão ou usar antisséptico de mãos à base de álcool; Deslocamentos não devem ser realizados enquanto a pessoa estiver doente; Quem for viajar aos locais com circulação do vírus deve evitar contato com pessoas doentes, animais (vivos ou mortos), e a circulação em mercados de animais e seus produtos
Fonte: Secretaria da Saúde

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