A última etapa das intervenções na Avenida Almirante Saboya, mais conhecida como Via Expressa, foi concluída no último sábado (21) com a inauguração do Túnel Governador Beni Veras. A obra fazia parte do mesmo contrato que previa a construção do acesso longitudinal, mais conhecido como Túnel da Avenida Padre Antônio Tomás, que acabou sendo priorizado. Agora, após quase dois anos de obras, o equipamento, construído no cruzamento das avenidas Alberto Sá e Via Expressa, no Papicu (Regional II), foi entregue à população.

O engenheiro e responsável técnico pela obra, Jorge Suraty, diz que a construção desse túnel tornou-se mais difícil porque foi preciso fazer vários remanejamentos. “Tivemos que mudar o coletor-troco [que recebe os efluentes das tubulações instaladas nas ruas de um bairro], a parte elétrica, drenagem, linhas telefônicas, pois tudo passava por baixo desse cruzamento, por isso foi mais difícil”, diz.

A secretária de Infraestrutura do Município de Fortaleza, Manuela Nogueira, ressaltou que esta obra e a do corredor longitudinal foram construídas para tornar a Via Expressa realmente expressa, de modo a permitir que o passageiro que saia, hoje, do Aeroporto Pinto Martins para a Beira-Mar não leve mais que 12 minutos; eliminar a interferência que existia desses dois cruzamentos com o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT); e trazer uma maior mobilidade para a região, acabando com os gargalos na Avenida Santos Dumont, conduzindo os veículos para uma via sem semáforos e, também, aumentando a segurança pública na área.

As alças da Via Expressa agora dão acesso ao novo túnel, à Rua Tavares Coutinho e à Rua Ana Bilhar (no bairro Varjota), esta última ganhou uma nova via construída após demolição de duas casas. “As pessoas que usam o transporte público na região vão sentir um ganho de 3% de tempo no trânsito. Pelo novo acesso irão passar 11 linhas de ônibus que transportam 34 mil pessoas por dia”, afirma Manoela. Além do benefício na mobilidade, a obra do túnel Beni Veras ajudou a deslanchar projetos de requalificação das margens do Riacho Maceió naquele trecho.

A secretária lembra que as margens do Riacho Maceió serão todas urbanizadas até a Avenida Abolição, com remoção ou tratamento dos esgotos localizados entre as ruas Tavares Coutinho e a avenida. “É uma obra significativa e acredito que até abril de 2020 deveremos começar os trabalhos. Ainda estamos fechando o valor do projeto para licitação, mas acredito que uma obra desse porte deverá custar em torno de R$ 25 e 30 milhões”, calcula. E acrescenta que a Prefeitura também já está construindo um polo de lazer na Varjota, nas proximidades do novo túnel, no sentido Praia do Futuro-Aldeota.

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